Viagem ao Butão: 5 razões porque devia estar a fazer as malas

O Butão ficou em primeiro lugar quando decidi que este ano queria fazer uma viagem sozinha e mais introspectiva.  Descubra as cinco razões que me fizeram embarcar nesta viagem ao Butão e o que pode esperar. Não se vai arrepender!

Este ano tirei férias sem a minha família e escolhi fazer uma viagem ao Butão. Porquê o Butão? Essa foi exatamente a pergunta que amigos, família e colaboradores me fizeram. Mas eu explico. Escolhi o Butão porque acho que vale a pena visitar o país, mas também porque é relevante refletir nas politicas e ideias que o pais está a tentar desenvolver. Além disso,  o que mais tem impacto numa viagem como esta? A viagem interior que fazemos.

As minhas cinco razões para explorar o Butão

É claro que depois de ter ido, e como gostei muito, é fácil acrescentar mais coisas do que aquelas com que comecei. Mas deixo aqui as cinco principais razões:

1. É um país pequeno

Está em 65º na lista de países mais pequenos do mundo https://www.countries-ofthe-world.com/smallest-countries.html), é pouco visitado e ainda muito tradicional.

2. Tem uma pegada de carbono negativa:

É o único país com pegada de carbono negativa. Ou seja, tem mais (muito mais) reservas de carbono na forma de árvores do que o dióxido de carbono que libertam. Além disso, têm outras politicas ambientais que tinha curiosidade em perceber, como por exemplo para comemorar o nascimento do futuro rei plantam-se árvores.

3. Agricultura biológica:

O facto de quererem ser o primeiro país do mundo a ter apenas agricultura biológica já em 2020.

4. Ministério da Felicidade:

Terem um ministério da felicidade e terem o FIB (Felicidade Interna Bruta) para além do PIB, traduzida em inglês por Gross National Happiness, como medidor do desenvolvimento do país. Por outras palavras, estabeleceram uma série de  critérios para avaliarem o seu desenvolvimento como país, achei espetacular.

5. Budismo:

Por ser um país maioritariamente Budista  e a religião ter muita expressão no povo e nas politicas do país.

O que é isso de medir a felicidade?

Para além do óbvio que qualquer viagem provoca em nós pela saída da nossa zona de conforto: questionar como estamos, a que damos valor, o que sentimos falta. Ao Butão vamos sempre mais fundo porque levamos logo connosco o que é essa coisa de medir a felicidade? Individual e de um povo. Para o Ministério da Felicidade são 4 os princípios orientadores das políticas a desenvolver: bom governo, com consciência e de acordo com o bem-estar da população, crescimento económico sustentável e independente (por exemplo pediram um empréstimo à Índia para investirem na obtenção de eletricidade para dentro de 8 anos terem o empréstimo pago e serem exportadores de energia elétrica), preservação da cultura e identidade do povo e preservação ambiental e baixos níveis de poluição.

A juntar a estas reflexões temos uma visão Budista muito forte e presente em todo o país. E que é aterradora para o dia-a-dia da população do chamado mundo ocidental. Numa sociedade em que se cultiva tanto o self made men, o ter e o mostrar, a vingança, a retaliação e o merecer, a visão do ser Budista de total aceitação, perdão e desapego é difícil de imaginar.

Como fica o nosso eu a cultivar o desapego, a bondade e a amabilidade, mas também o ser individual, diferente de todos e único, com defeitos e virtudes aceites por quem nos rodeia e a contribuir para a felicidade de todos? Aceitar a impermanência, a transformação e o fazer pelo bem, das pessoas, dos animais, do planeta. E o melhor é que acreditam que Buda é um estado da mente e que qualquer um pode lá chegar, bastando para isso percorrer o caminho do bem. E é um caminho que nos vai libertando do sofrimento dos desejos, frustrações e vontades não realizadas.

Mas tudo o que vi e senti se vai entranhando porque o mais importante que trazemos do Butão é o acreditar que o caminho se faz caminhando até um dia sermos Buda – o iluminado. E também só nos faz bem saber que temos mais que uma vida para o atingir…

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