FAQs

Loja on-line

Como posso fazer uma encomenda online?

Para realizar uma encomenda online deverá seguir os seguintes passos:

1 – Criar uma conta Organii

2 – Fazer login

3 – Escolher o(s) artigo(s) que deseja comprar. Dica: pode fazê-lo através da pesquisa na Loja online ou através do motor de pesquisa

4 – Adicionar ao carrinho o seu artigo iniciando assim a sua compra

5 – Poderá ver o estado do seu carrinho no canto superior direito do ecrã

6 – Para terminar passe o rato sobre o carrinho e carregue em Finalizar compras. Se tiver um código de desconto pode inseri-lo no campo Cupão, caso tenha algum

7 – De seguida, carregue em Efetuar pagamento

8 – Para concluir a compra deve preencher os dados pessoais que lhe forem solicitados, a morada de faturação, o local e modo de entrega, escolher o método de pagamento e carregar no botão Confirmar Encomenda.

Como são efetuados os pagamentos online?

Os pagamentos podem ser efetuados por paypal,  transferência bancária ou através de referência multibanco.

O que devo fazer caso não receba a confirmação de encomenda?

A confirmação é automática. Caso não a receba, por favor, contacte-nos através do nosso formulário de contacto.

Quanto tempo demora uma encomenda a chegar?

Após correta receção do pagamento a sua encomenda será expedida num máximo de 5 dias úteis.

É possível cancelar uma encomenda?

Só é possível cancelar a sua encomenda antes da mesma ser expedida.
Caso pretenda cancelar a sua encomenda por favor envie uma mensagem através do nosso formulário de contacto.

Como fazer uma devolução?

No momento da entrega, o cliente deve certificar-se de que a embalagem e o produto não estão danificados. Se verificar que os produtos estão danificados não deve aceitar a sua encomenda, a qual será devolvida.
Nestes casos, a Organii procederá ao reembolso ou troca do produto, assim que o armazém rececione e complete o processo de devolução.
Para mais informações, por favor consulte a “Política de reclamações e devoluções” no ficheiro Política de Privacidade.

Como posso receber informação sobre determinado produto aquando de uma encomenda online?

Poderá receber informação sobre os produtos através do nosso formulário de contacto ou através do número 218 218 519.

Cosmética biológica

O que é a cosmética biológica?

A cosmética biológica integra atualmente um conjunto vasto de marcas e produtos de higiene pessoal produzidos com base em ingredientes biológicos cultivados sem pesticidas e herbicidas, dos quais se consegue retirar extratos mais puros e ativos. As marcas e os fabricantes que desenvolvem de forma séria estes produtos procuram que o processo de fabrico seja o mais natural e com o menor impacto ambiental possível, sem recorrer a ingredientes geneticamente modificados, fragrâncias, conservantes e corantes sintéticos, nem aditivos químicos potencialmente perigosos para a saúde e/ou para o ambiente. A redução da intervenção química permite destacar a autenticidade de cada ingrediente contribuindo para um produto final mais íntegro e sobretudo mais eficaz.

Na cosmética biológica:

– São utilizados óleos vegetais 100% puros e de pressão a frio, óleos essenciais e ingredientes ativos (extratos de plantas) provenientes de agricultura biológica ou selvagens;

– São utilizados emulsionantes e surfatantes de origem 100% vegetal;

– Não são feitos testes em animais;

– As embalagens dos produtos, cartonagem e tintas são ecológicas;

– Os produtos são 100% livres de ingredientes sintéticos como conservantes, corantes, fragrâncias, Lauril Sulfato de Sódio e Laureth Sulfato de Sódio (SLS e SLEs), parabenos, silicones, parafina, óleos minerais e outros derivados petroquímicos;

– São certificados como biológicos por uma organização independente;

– O processo de fabrico é realizado de forma mais natural e com o menor impacto ambiental possível e com recurso a energias renováveis.

Porquê biológico?

A pele constitui o maior órgão do corpo humano. É um tecido vivo, que respira, que nos defende das agressões externas e absorve mais de metade do que nela colocamos, entrando na nossa circulação sanguínea. Os químicos sintéticos utilizados na maioria dos cosméticos, ao serem absorvidos, não são reconhecidos pelo nosso organismo. São substâncias com constituições químicas que o nosso corpo trata como “estranhas”. O organismo vai, então, tentar eliminá-las, sobrecarregando os órgãos que desempenham esta função, como é o caso do fígado ou dos rins. No entanto, estudos científicos comprovam que muitas destas substâncias permanecem no organismo, intoxicando-o, provocando distúrbios químicos e efeitos mutagénicos. Pelo contrário, o processo de metabolismo das células das plantas ocorre de forma semelhante ao das células da pele humana. Tal como no ser humano, nas plantas a vida é assegurada através de reações bioquímicas entre enzimas, vitaminas e minerais e tal como nas células do corpo as das plantas formam radicais livres nocivos, que são combatidos com flavonoides, vitaminas e outros antioxidantes. Os ingredientes ativos atuam do mesmo modo quando entram no corpo humano. O nosso organismo reconhece e compreende, assim, os ingredientes ativos das células das plantas e é por esta razão que se torna biologicamente possível o seu envolvimento nos processos da vida celular da pele, melhorando o bem-estar celular, bem como da saúde em geral; e se falamos de compatibilidade, falamos igualmente de tolerância por parte das peles mais sensíveis e de propriedades hipoalergénicas. Para além deste aspeto, que diz respeito sobretudo a nós seres humanos e ao nosso bem-estar, o significado da palavra “biológico” implica, de igual modo, o respeito pelo mundo e pela sociedade em que vivemos. Desta forma, conceitos como ecologia, comércio justo e sustentabilidade estão necessariamente presentes quando falamos de um cosmético biológico certificado pelas organizações que zelam pelo cumprimento desses parâmetros. É por isso que quando compramos um destes produtos é-nos dada a garantia de que, por exemplo, não foi testado em animais, de que os processos de fabrico devem ser seguros e não poluentes e de que as embalagens devem ser escolhidas com o mais estrito respeito pelo meio ambiente, utilizando formatos recicláveis e com baixo consumo de energia. Por último, consideramos importante esclarecer que nada do que foi dito até aqui invalida que falemos de uma indústria, também ela aliada ao que a investigação científica nos dá. Dela fazem parte especialistas (químicos, farmacêuticos, dermatologistas) que estudam, pesquisam e procuram a otimização de resultados, aliando a tecnologia ao que de melhor a natureza, inteligentemente, nos proporciona. Tudo isto comprova que a ciência e o mundo no qual nos foi dada a possibilidade de habitar, e de cujos recursos usufruímos, não só não são incompatíveis, como podem viver em harmonia. Assim, a questão inverte-se: “Porque não biológico?”.

Qual a diferença entre cosmética natural e cosmética biológica?

Um cosmético Natural é qualquer produto que tenha um extrato natural, independentemente da sua percentagem, da forma como foi extraído ou dos restantes ingredientes que o acompanham – que na generalidade são sintéticos. Desta forma a cosmética natural pode conter produtos mais ou menos naturais dentro desta mesma designação.

Já a cosmética biológica defende a integridade e pureza de todo o processo de transformação, da matéria-prima à formulação final do produto; do uso de ingredientes biológicos à forma como são obtidos os extratos (sem solventes químicos), à manipulação e conservação do produto. Além disso não são permitidos produtos de síntese considerados nocivos e que excluem grande parte da formulação sintética convencional, como por exemplo os parabenos, o fenoxietanol, os ftalatos, o lauryl sulfato de sódio (entre outros da mesma família), a vaselina e a parafina (derivados do petróleo), os corantes, os perfumes, etc.

Quais os conservantes de um cosmético biológico?

Na cosmética biológica a grande preocupação é a forma de conservar os produtos, e apesar de se estragarem mais facilmente, isto acontece raramente. As formas de conservar são conhecidas mas mais caras e trabalhosas: embalagens a vácuo, uso de óleos essenciais (alecrim, óleo da árvore do chá, alfazema, etc.) e plantas antibacterianas, como o aloé vera, o limão e outros citrinos, o ácido salicílico do salgueiro-branco, entre outros. As certificações biológicas ainda permitem pequenas concentrações de conservantes alimentares: álcool benzílico, sorbato de potássio, benzoato de sódio.

Com estas técnicas são conseguidas durabilidades aproximadas aos produtos convencionais sem recorrer a conservantes químicos.

Qual a importância da certificação biológica?

A inexistência de regulamentação específica para a elaboração de cosméticos biológicos (por oposição à legislação já existente para a produção e cultivo de produtos alimentares biológicos), dificulta a definição dos parâmetros que estes produtos devem seguir. Sem uma entidade legal que proteja e garanta os padrões defendidos pela cosmética biológica, as certificações independentes são a única forma de assegurar ao consumidor final a integridade e autenticidade do produto. Na ausência de certificação a qualidade e veracidade do cosmético bio ou verdadeiramente natural depende exclusivamente da competência e honestidade dos laboratórios que os desenvolvem, razão pela qual defendemos a certificação. Na verdade, é a forma mais segura de garantir ingredientes de grande qualidade e a utilização de produtos livres de químicos, prejudiciais à saúde. O facto de um produto cosmético se afirmar como natural não quer dizer que os seus constituintes não estejam contaminados, nem tão pouco evita a adição de substâncias químicas usadas como solventes, conservantes ou antioxidantes no seu processo de fabrico; natural apenas quer dizer que contém extratos naturais. O logotipo de uma certificação num produto permite ao consumidor identificar se está perante um cosmético bio ou verdadeiramente natural, sem ter que analisar exaustivamente a lista de ingredientes.

Que entidades de certificação biológica existem?

Existem várias entidades independentes a fornecer certificação e a sua maioria defende princípios semelhantes e exigências estritas que incluem: a obrigatoriedade na utilização de ingredientes biológicos; a proibição de testes em animais; o recurso a ingredientes poluentes, geneticamente modificados, ou químicos potencialmente tóxicos (fragrâncias e corantes artificiais, derivados do petróleo, glicóis, DEA, MEA, TEA, parabenos entre outros). Entre as várias entidades a certificar este tipo de produtos temos a Ecocert, Cosmebio, Soil Association, USDA, BDIH, ICEA, Natrue.

Todas as marcas ORGANII são certificadas?

Todas as marcas ORGANII são biológicas. São criteriosamente escolhidas pelas fundadoras que vão conhecer as empresas, as fábricas, os ingredientes e a origem daqueles produtos. Só depois de terem sido verificados e aprovados todos estes critérios, é que as marcas são integradas na família de marcas biológicas ORGANII.

Mais do que produtos queremos partilhar a estória das famílias e amigos que produzem uma cosmética tão única no mundo.

Na sua maioria todas estas marcas são detentoras de uma certificação biológica concedida por uma das várias entidades existentes: Ecocert, Cosmebio, Soil Association, USDA, BDIH, ICEA, Natrue.

Apenas duas não tem, a ILA e a Florascent. São marcas únicas e completamente artesanais que dispensam as certificações ou qualquer outra intervenção nas suas instalações. A ILA é uma marca muito especial no mundo bio. Completamente produzida à mão, com uma filosofia de calma, paz e tranquilidade. Segue os princípios ayurvédicos e os seus produtos são puramente biológicos. Os produtos só são para produção aquando de uma encomenda, para serem o mais puros possível. Não são certificados pois a certificação e os processos a que ela obriga, interferem na pureza e calma da produção e não se compatibilizando com a filosofia da marca. A Florascent é uma marca de perfumes artesanais em que o perfumista Rolland Tetunian não quer restringir a sua criatividade aos aromas certificados usando pequenas produções artesanais que não se justifica certificar pela sua pequena dimensão.

Como as certificações biológicas não exigem que 100% dos ingredientes sejam biológicos, os produtos que compõem a restante percentagem podem ter sido cultivados com químicos ou pesticidas?

Regra geral um produto não é 100% biológico, ficando entre os 70 e os 90% de componentes biológicos, uma vez que existem muitos ingredientes que não podem ser certificados – como o caso da água, normalmente é usada água mineral, de nascentes puras, mas não pode ter certificado biológico.

Muitos cremes, gel de banho, champôs e muitos outros produtos, contêm grandes percentagens de água, alguns de 50 a 70% do seu conteúdo – o que faz descer a sua percentagem de ingredientes biológicos.

Outros ingredientes são as micas e outros minerais (derivados das pedras, areia, quartzos) que existem na natureza e que servem muitas vezes para proteger a pele da radiação, dar brilho ou cor à pele, que também não podem ser biológicas, apesar de serem naturais.

A certificação garante o uso de 100% ingredientes naturais e proíbe todo o uso de químicos nocivos e de produtos de síntese (derivados do petróleo, ftalatos, sulfatos, etc.) bem como qualquer produto de agricultura convencional (devido ao uso de pesticidas, herbicidas e adubos).

Para que faixa etária são direcionados os produtos da ORGANII?

Na Organii temos marcas para as várias faixas etárias. Aqui poderá encontrar uma larga resposta às suas necessidades e motivações, do recém-nascido às peles mais maduras, do cabelo à maquilhagem, dos produtos para homem às peles problemáticas.

É possível fazer reação alérgica a um cosmético biológico?

Todas as marcas podem causar uma reação alérgica a algum dos seus produtos ou componentes. No caso de marcas biológicas estas reações tendem a ser menores e muito menos prováveis, mas podem existir. 95% das reações alérgicas são devido ao uso de produtos químicos ou de síntese nos cosméticos. Ainda assim, uma pessoa pode ser alérgica a um qualquer ingrediente, como a laranja ou o morango, e reagirem a ele, mesmo que estes sejam de qualidade, à semelhança do que acontece com as alergias alimentares.

Se fizer alergia a um produto, o que devo fazer?

Se fizer alergia a um produto contacte-nos diretamente. É importante perceber quais os produtos que está a utilizar, testar um produto de cada vez e procurar nos ingredientes mais ativos quais poderão provocar reação.

Posso usar cosmética biológica enquanto estou a amamentar? E na gravidez?

Os cosméticos ORGANII não têm nenhum ingrediente que possa interferir na amamentação (todos os ingredientes são seguros e na sua maioria são derivados de plantas), pelo que não existe nenhuma restrição ao uso facial de qualquer produto ORGANII nem na amamentação nem na gravidez.

Regra geral, as maiores preocupações relativamente a ingredientes durante o processo de amamentação e gravidez prendem-se com químicos nocivos à saúde. Porém, estes ingredientes não estão presentes nos produtos biológicos.

Deverá ter atenção, sim, aos ingredientes dos produtos para o corpo, em especial aos aplicados na zona dos seios durante a amamentação e na barriga durante a gravidez, mesmo que naturais. Temos o exemplo da cafeína que é usada em vários cremes e pode passar pela corrente sanguínea para o leite materno. Em relação à gravidez, os óleos essenciais são contraindicados nos primeiros 3 meses quando aplicados na barriga.

Quanto tempo é que pode estar aberto o produto sem perder as suas propriedades?

Se estiver guardado numa embalagem a vácuo pode durar toda a vida, quando exposto ao ar depende das condições de armazenamento. Bem conservado em local fresco e seco e sem apanhar luz direta pode durar entre 1 a 3 anos. É importante também aplicar estes produtos sempre com as mãos lavadas evitando assim a contaminação do produto.

Todos os produtos ORGANII são cruelty free?

Todos os produtos biológicos certificados estão proibidos de efetuar testes em animais no produto final, tal como terem sido efetuados testes em animais nas matérias-primas que os compõem, pelo que todos os produtos na ORGANII são Cruelty Free.

Todos os produtos ORGANII são vegan?

Nem todos os produtos Organii são vegan uma vez que poderão conter ingredientes como mel ou cera de abelha. Ainda assim, todos os nossos produtos são cruelty free e muitos são vegan também.

Qual a diferença de um óleo essencial ser biológico ou de síntese?

Existem 2 tipos de moléculas de síntese utilizadas nos cosméticos: as moléculas de derivados do petróleo, como por exemplo, as parafinas, os silicones (que criam uma sobrecarga ao nosso organismo) e as moléculas sintetizadas em laboratório (que tentam imitar as que existem na natureza).

As moléculas mais imitadas são as dos óleos essenciais. Ainda assim, a produção sintética consegue a mesma molécula, mas não a mesma conformação espacial. Isto é, a forma como os átomos se arranjam dentro da própria molécula não é igual e por isso a forma espacial da molécula não é a mesma. Isto implica poder ter um aroma parecido mas não a mesma função no corpo.

Um óleo essencial biológico não foi diluído e o seu modo de extração respeita a estrutura da planta, mantendo as suas propriedades intactas. São estes os óleos que tem as funções famosas que lhes reconhecemos e não as imitações aromáticas sintetizadas em laboratório.

Proteção solar

Como surgiram os protetores solares?

Os cremes, óleos ou loções de proteção solar tiveram um longo desenvolvimento até à atualidade. Na antiga Grécia, os gregos usavam azeite como um tipo de proteção solar, mas a sua eficácia era reduzida. Vários inventores foram tentando ao longo dos séculos criar um protetor solar, mas tivemos de esperar até 1944. O farmacêutico Benjamin Greene tentou criar algo que pudesse proteger os soldados na Segunda Guerra Mundial das sérias queimaduras solares que sofriam. No forno da sua casa criou uma substância vermelha e viscosa que funcionava através do bloqueio físico dos raios solares. Esta substância era um derivado do petróleo, semelhante à vaselina, à qual se deu o nome de “red vet pet” – petrolato veterinário vermelho. Desde esta primeira experiência os protetores solares sofreram uma grande evolução, ainda que muitos continuem a ser elaborados com base em derivados do petróleo.

Como é que os protetores solares que contêm químicos funcionam?

Os protetores solares químicos atuam através da neutralização dos raios solares: são substâncias que são colocadas na pele e que ao entrarem em contacto com os raios solares neutralizam-nos antes de estes poderem ser nefastos para a pele. Têm o problema de ao serem degradados pelos raios gerarem radicais livres e ao serem absorvidos pela pele contribuírem eles próprios para o aumento do cancro de pele.

Precisam de ser colocados 30 minutos antes da exposição, e à medida que as substâncias vão reagindo com o sol vão-se degradando e penetrando no organismo. São estas substâncias, fruto da degradação da proteção solar, que estão em estudo por aumentarem a prevalência de cancro de pele. Porém, este tipo de protetores solares são mais fáceis de espalhar e não deixam coloração na pele.

Alguns estudos indicam que a atuação destes agentes químicos têm um efeito semelhante ao das feromonas femininas. A longo prazo, conduzem a distúrbios endócrinos, prejudiciais à nossa saúde. Além destes perigos os protetores solares que contêm químicos representam uma ameaça para os recifes de corais e para todo o ecossistema marinho.

Como é que um protetor solar mineral, também chamado de físico, funciona? Existem protetores solares com proteção física e química?

Os protetores minerais são uma barreira física, funcionando os minerais como micro espelhos que refletem os raios solares. A sua ação é instantânea e o seu efeito é duradouro. Os protetores físicos, como o nome indica, atuam formando uma barreira física, como se milhões de mini espelhos refletores fossem colocados na nossa pele. Este é o tipo de proteção que devemos utilizar quando estamos muitos expostos ao sol como na praia, na esplanada, ou quem trabalha ao ar livre. A proteção física faz-se através do dióxido de titânio, por exemplo. Quando utilizado como ingrediente num protetor solar forma uma camada na superfície da pele e não é absorvido, bloqueando os raios UVA e UVB. Como não é absorvido pela pele, não é irritante e não é alergénico. Isto é verdade no caso de não serem utilizados na forma de nano partículas (partículas de tamanho muito pequeno), porque nesta forma já podem ser absorvidas e ter consequências para a nossa saúde.

No entanto, é importante ter em mente que a maioria dos protetores solares minerais disponíveis no mercado também contêm químicos, que vão sendo gradualmente absorvidos pelo organismo. E, novamente, pelo meio ambiente.

Apresentam-se como protetores minerais/físicos ou químicos consoante a maioria dos componentes que têm. Mas não são exclusivamente nem só físicos nem só químicos. Se não tiverem certificado biológico até os físicos têm na sua composição outros químicos nefastos à saúde.

Os físicos são melhores porque criam uma barreira à superfície da pele, não são absorvidos e oferecem mais tempo de proteção (recolocar após banho, muita areia e claro ao fim de algum tempo de exposição).

O que são nano partículas?

São minerais em pó muito fino, com o tamanho de 1 a100 nanómetros, cabendo biliões num metro. São potencialmente perigosos porque se podem depositar no pulmão e porque são pouco estáveis à luz solar, degradando-se em contato com os raios UV, formando radicais livres e penetrando na pele, causando danos celulares. Até estudos que comprovem o contrário nenhum protetor solar biológico pode conter nano partículas.

Qual é o impacto dos protetores solares com químicos (incluindo a maioria dos minerais) no ecossistema?

Há estudos que demonstram que as substâncias químicas presentes nos protetores solares UV (tais como parabenos, derivados de cânfora, cinamatos, benzofenonas, entre outros) têm um efeito prejudicial não só na nossa saúde como nos ecossistemas*.

Os resíduos dos protetores libertados no mar destroem bactérias do plâncton, o que altera a sua simbiose com os corais e  consequentemente provoca o branqueamento de recifes de corais, levando à sua morte. Mais, os protetores solares com químicos potenciam a proliferação de vírus no mar por induzirem o ciclo lítico de procariontes que tenham infeções lisogénicas.

De facto, estes filtros exponenciam a propagação de vírus que causam a morte dos corais, ao ponto de terem sido proibidos em praias de certas regiões, especialmente zonas turísticas.

Atendendo a que somos parte do todo, sabemos que mais cedo ou mais tarde o que afeta o meio ambiente afeta-nos, e vice-versa.

O que é um Protetor Solar Biológico? Qual a diferença entre um protetor solar comum e um protetor solar bio?

É um protetor solar com certificado biológico dado por uma associação independente e que contenha partículas minerais e/ou extratos vegetais para fazer a proteção solar. Os testes de proteção solar são universais para todos os protetores solares na UE. Não existem substâncias químicas que reajam com a radiação solar permitidas pelas associações que certificam a cosmética biológica. Apenas substâncias naturais que reagem com os raios solares para os neutralizarem, nomeadamente o óleo de laranja. Ou então a proteção é fornecida pelos protetores solares físicos que contêm barreiras UVA e UVB feitas por minerais como o dióxido de titânio, nunca na forma de nano partículas (este ano aprovadas e permitidas na União Europeia). São de segurança máxima e extremamente eficazes, podendo ser usados em bebés, idosos, pessoas com doenças de pele, imunodeprimidos ou casos de cancro.

Para além disso, existem os antioxidantes presentes na maioria dos ingredientes de origem vegetal, e que são uma proteção extra e natural que podemos fornecer ao nosso organismo. Produtos altamente ricos em antioxidantes devem ser usados antes e após a exposição solar.

A grande diferença entre um protetor solar comum e um bio, é que o comum contém substâncias químicas, mesmo sendo um protetor físico ou mineral, que acabam por penetrar no organismo tendo diversas implicações na saúde. Enquanto um protetor biológico não contém nenhuma destas substâncias, sendo por isso muito seguro, protege com maior eficácia e ainda é mais hidratante para a pele.

Por todos estes fatores, a opção mais adequada será um protetor solar biológico, cuja formulação esteja em conformidade com todas as normas europeias de proteção solar – incluindo serem livres de nano partículas. Ao mesmo tempo, é possível encontrar protetores solares biológicos que para além de protegerem dos raios UVB sejam  hidratantes. Por exemplo, à base de aloé vera, óleo de Argan, jojoba e calêndula, são ideais para nutrir até a pele sensível dos mais pequenos.

Porque é que os dermatologistas prescrevem os protetores químicos?

Apesar de os protetores solares estarem na moda, e de muito se falar sobre eles, ainda há muito por descobrir. É surpreendente o pouco que se sabe sobre a segurança e eficácia dos cremes e sprays mais vendidos do planeta! Todos os departamentos de saúde pública os recomendam, a Organização Mundial de Saúde e toda a classe médica, farmacêutica e de enfermagem. No entanto existem várias investigações feitas recentemente que nos colocam dúvidas, que levantam questões muito pertinentes e que têm sido ignoradas pelo poder vigente.

A maior parte dos pediatras recomenda os protetores físicos para crianças pequenas, mas a partir de certa idade já tanto faz ou chegam mesmo a recomendar os químicos. Os dermatologistas e os outros médicos no geral recomendam os químicos. Por várias razões:

  • São mais fáceis de espalhar e de aplicar e pensam que se prescreverem físicos muitas pessoas não vão colocar. Preferem que as pessoas coloquem qualquer coisa a nada.
  • Desconhecimento, muitas destas investigações são recentes e muitos médicos não estão informados sobre elas.
  • Confiam na propaganda farmacêutica e nas proibições legislativas. Mas na realidade quando estas chegam já é tarde, é porque causou problemas a muitos indivíduos.
  • Desvalorizam, acham que se fosse muito grave logo se saberia, o que é errado porque o cancro é de desenvolvimento lento e de múltiplos fatores.

Algumas dúvidas que na nossa opinião precisam urgentemente de estudos são:

. Os investigadores terem detetado um risco aumentado de melanoma (cancro de pele) entre indivíduos que usavam protetor solar químico. Ninguém ainda conseguiu descobrir a causa, mas colocam-se 2 hipóteses: as pessoas que usam protetores solares ficam mais tempo expostas ao sol e por isso a radiação absorvida era maior ao fim do tempo de exposição, ou as substâncias químicas que protegem contra o sol libertam radicais livres à medida que vão reagindo com os raios solares e esta maior quantidade de radicais livres esta envolvida neste risco aumentado de desenvolver cancro de pele.

. Um ingrediente comum a quase todos os protetores solares é a vitamina A, e as últimas investigações indicam que esta vitamina possa acelerar o desenvolvimento do cancro. Esta é adicionada às formulações por ser um bom antioxidante que evita o envelhecimento precoce da pele, mas este facto, verdadeiro para loções e cremes de noite ou usados sem exposição ao sol, deixa de ser verdade quando a vitamina A é exposta ao sol (forma radicais livres que danificam o ADN das células). Motivo que leva à recomendação de procurar protetores solares sem nenhuma forma de vitamina A (retinol ou retinyl palmitate).

O que é o SPF?

SPF é a sigla inglesa para Sun Protection Factor ou fator de proteção solar; é o indicador da capacidade de um protetor nos proteger das queimaduras solares. O SPF indica assim a relação entre o tempo de exposição solar e a percentagem de proteção que o protetor concede.

O FPS (Fator de Proteção Solar) é uma medida de laboratório que indica a efetividade do filtro solar: quanto mais alto o valor do FPS, maior a proteção que o filtro solar oferece contra raios UVB (a radiação ultravioleta que causa a queimadura solar). O FPS indica a relação entre o tempo que a pessoa se pode expor à luz solar antes de se queimar com e sem filtro solar.

Por exemplo, uma pessoa que se queimaria depois de 12 minutos ao sol sem proteção, protegida com um filtro solar de FPS 10 (10 vezes mais proteção) deve agora demorar 2 horas (120 minutos) para atingir o mesmo grau de queimadura.

A nível de efetividade é importante perceber as diferentes percentagens de atuação de cada fator. Uma proteção solar SPF15 bloqueia 93% dos raios UVB enquanto uma proteção SPF 30 bloqueia 97% e uma proteção SPF 50 bloqueia 98%.

Qual a diferença entre os raios UVA E UVB?

Os Raios Ultravioleta (UV) apresentam diferentes comprimentos de onda. Os Raios UVA penetram profundamente na pele, na derme. Os Raios UVB, mais presentes no verão, atingem um comprimento menor penetrando na epiderme da pele. Ambos têm efeitos prejudiciais para a pele.

Desde que reflita parte do espectro de raios UVB um produto pode conter a sigla SPF, e portanto ser considerado protetor solar. Não significa no entanto que nos proteja da radiação UVA.

Tendo em atenção os danos causados pela radiação UVA recomenda-se a verificação da existência de filtros UVA no produto: por ainda não existir um método padrão para a avaliação dos filtros da radiação UVA nos protetores solares, quando o produto possui filtro para a radiação UVA, tal é referido na embalagem do produto.

Que regras promover para um “apanhar sol saudável”?
  1. Evitar a exposição solar entre o 12h e as 16h (hora mais prejudicial segundo a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo).
  2. Usar roupa, chapéus e óculos de sol de forma a protegermo-nos mais da radiação solar. Escolha roupa e chapéus que protejam dos raios UVA e UVB.
  3. Colocar protetor solar como proteção complementar e reaplicar com frequência (máximo de 2 em 2 horas) de forma a manter a proteção ou sempre que transpiramos ou nadamos.
  4. Estar à sombra também é uma forma de proteção, mas atenção com a luz refletida. A luz do sol reflete na areia e atinge a pele, mesmo na sombra. E por isso as outras medidas de proteção devem ser mantidas.
  5. Não expor crianças muito pequenas diretamente ao sol.
  6. Manter o mesmo nível de proteção nos dias nublados já que pelas nuvens atravessam 40 a 60% das radiações.
Usando protetor solar conseguimos sintetizar Vitamina D?

É pouco provável que isso aconteça, porque ao bloquear a radiação solar evitamos também a síntese de vitamina D. O sol tem uma função muito importante no corpo – a produção de vitamina D – é, sem dúvida, a nossa maior fonte desta vitamina! Os protetores solares inibem os raios de serem absorvidos pela pele e por isso inibem o corpo de sintetizar a vitamina D. No geral 10 a 15 minutos de exposição solar, dia-sim dia-não, sem protetor solar e nas horas adequadas é suficiente para a maioria das pessoas sintetizar a vitamina D. Esta exposição não necessita de ser de corpo inteiro, basta apenas os braços, as mãos ou o rosto. Por isso o ideal é um intermédio, entre a proteção para exposições mais prolongadas e nas horas mais perigosas e andar sem proteção nas horas de menor perigo e por períodos mais curtos.

Cosmética e questões de pele

Se for alérgico ao glúten posso usar cosmética com derivados do trigo?

Primeiramente é necessário diferenciar glúten de trigo. O trigo é o cereal que contém maior índice de glúten. Mas afinal o que é o glúten? É uma proteína composta pela mistura de cadeias proteicas longas de gliadina e glutenina. É obtido através da mistura destas proteínas que se encontram naturalmente na semente de muitos cereais da família das gramíneas (Poaceae), principalmente em espécies comestíveis como o trigo, a cevada e o centeio. Estes cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lípidos, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). A estrutura bioquímica deste tipo de glúten leva muitas vezes à sua denominação de “glúten triticeae”, que é popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

O grão de trigo tem, como os outros cereais, uma estrutura complexa em cuja composição entram muitas substâncias das quais nem todas são agressivas para o intestino. O pericarpo e o gérmen são utilizados no processo de produção de farelo e óleo, mas naturalmente não será aí que encontraremos o responsável pelas doenças. Assim, por exemplo, o óleo de gérmen de trigo é isento de glúten e pode ser consumido. No que respeita ao endosperma, há que considerar por um lado o amido (que está totalmente inocente neste processo!), e por outro, um numeroso grupo de proteínas com características físico-químicas diversas.

Neste grupo podemos distinguir aquelas que se dissolvem na água (albuminas e globulinas) das que o não fazem. É ao conjunto das proteínas insolúveis que se chama genericamente glúten e foi a partir dele que se isolaram diversas frações com efeitos nocivos. A sua “agressividade” depende da sua composição e como esta não é igual em todos os cereais, eles são tolerados de forma diferente pelo nosso organismo: assim, enquanto o trigo, o centeio e a cevada têm de ser completamente afastados da alimentação, outros cereais como o milho e o arroz são perfeitamente inofensivos.

O cereal kamut e a espelta sendo da família do trigo apresentam glúten na sua composição e como tal os mesmos potenciais problemas.

Em muitos produtos cosméticos são adicionados ingredientes, proteínas, vitaminas e aminoácidos como ativos para desempenharem alguma atividade na pele ou no cabelo. A pele absorve ativos que podem chegar à derme e então entrar na corrente sanguínea. Porém, não existe a confirmação de que o glúten aplicado na pele ou no cabelo seja absorvido pela corrente sanguínea e afete o intestino delgado, onde acontece a patologia dos celíacos, ou qualquer outro tipo de intolerância ao glúten.

O glúten não é absorvido através da pele ou do couro cabeludo sadios, mas pode ser absorvido pela mucosa da boca e possivelmente pela mucosa da região íntima. Sabe-se no entanto que em 99% dos casos o uso cosmético destas substâncias não desenvolve irritações ou intolerâncias cutâneas. Ainda assim, expomos os ingredientes que contém glúten na sua composição.

O trigo e os seus derivados apresentam propriedades muito benéficas para a pele sendo que não deve ser evitado, bem pelo contrário. Estes ingredientes ajudam muitas vezes a regenerar as próprias lesões causadas quando absorvidos pelo intestino.

INCI (International Nomenclature of Cosmetic Ingredient)

O INCI é um sistema internacional de codificação da nomenclatura de ingredientes cosméticos, reconhecido e adotado mundialmente, criado com a finalidade de padronizar os ingredientes na rotulagem dos produtos cosméticos. Por meio do INCI exposto nos produtos cosméticos é possível identificar a composição do produto e então poder verificar se algum cosmético contém glúten.

Ingredientes cosméticos identificados pela associação dos celíacos (Acelbra):

1. Derivados do trigo
Amp-Isostearoyl Hydrolyzed Wheat Protein;
Disodium Wheatgermamido Peg-2 Sulfosuccinate;
Hydrolyzed Wheat Gluten;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein Pg-Propyl Silanetriol;
Hydrolyzed Wheat Starch Dextrin Palmitate;
Hydrolyzed Wheat Flour;
Hydrolyzed Wheat Protein/Pvp Crosspolymer;
Hydroxypropyltrimonium Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Stearyldimoniumhydroxypropyl;
Triticum Vulgare (Wheat) Flour Lipids;
Triticum Vulgare (Wheat) Gluten;
Wheat Amino Acids;
Wheat Germamidopropyldimonium Hydroxypropyl;
Wheat Germamidopropalkonium Chloride Wheat Protein;
Wheat Germamidopropyl Ethyldimonium Ethosulfate Yeast Extract;

1. Derivados da cevada:
Samino Peptide Complex;
Barley Extract;
Hordeum Vulgare (Barley) Extract;
Phytosphingosine ExtractBarley LipidsSecale Cereale (Rye) Seed Flour;
Stimu-Tex- ativo obtido dos grãos de cevada (Hordeum vulgare)

1. Outros inespecíficos:
Hydrolyzed Vegetable Protein (se não especifica fica a dúvida)
Hydroxypropyl (quando não especifica qual o vegetal pode ser de trigo)
CyclodextrinDextrin (pode ser de soja, de milho, de trigo ou de centeio)
Maltodextrin ( pode ser de milho, mas se não especifica fica a dúvida)

1. Vitamina E (INCI: tocopheryl acetate)

A vitamina E provem de várias fontes, podendo uma delas ser o trigo, quando um produto cosmético contem o tocopheryl acetate, a nossa preocupação fica redobrada porque não sabemos a origem da vitamina E daquele produto. Para este caso deve entrar em contato com a empresa e questionar a origem.

Os cosméticos biológicos são isentos de glúten?

Não. Os cosméticos biológicos podem conter derivados do trigo ou da cevada que podem ter glúten. Mas temos muitas alternativas isentas de glúten.

Se for alérgico ao glúten posso usar cosmética com derivados da aveia?

O papel da aveia, na dieta isenta de glúten, permanece controverso, mesmo internacionalmente. Alguns estudos mostram que a aveia também possui, ainda que em menor grau, o constituinte tóxico para o intestino. Contudo, a maioria dos estudos apontam para a sua segurança intestinal afirmando, inclusivamente, que é um ingrediente a inserir na dieta devido às suas excelentes propriedades.

A aveia é um cereal rico em beta-glucanos, fibras viscosas parcialmente digeridas pelo nosso organismo com efeito cardio-protetor e que fazem baixar os índices glicémicos do corpo. Em contato com a água, formam um gel no estômago e no intestino que prolongam a sensação de saciedade. Estas fibras também ajudam a regular o intestino e facilitam o trânsito intestinal. É uma boa fonte de vitamina B1, B3, ácido fólico, vitamina E, fósforo, ferro, magnésio e zinco. Além disso, a aveia possui ainda uma grande quantidade de proteína (13%), com valores de aminoácidos essenciais superiores aos do trigo e do centeio.

Ainda que a aveia seja isenta de glúten e segura, esta é frequentemente plantada nos mesmos terrenos e processada nas mesmas máquinas que outros cereais como trigo ou centeio, podendo ocorrer contaminação cruzada. Como tal, deve sempre procurar produtos de aveia isentos de glúten, apenas para garantir a não contaminação.

Na cosmética pode usar a aveia e os seus derivados sem nenhum tipo de problema.

Existe alguma relação entre comer glúten e o estado da nossa pele?

A doença celíaca, as intolerâncias ao glúten e a alergia ao trigo têm todas em comum possíveis manifestações na pele. Entre elas, as mais comuns são: alopecia, eczema, dermatite atópica ou ulcerosa, vasculite cutânea, dermatomiosites, vitiligo, urticária ou psoríase. Independentemente de se poder atenuar os sintomas ao nível da pele a cura será possível apenas eliminando o glúten ou o trigo da dieta. Em caso de dúvida os sintomas melhoraram com uma alimentação isenta destes ingredientes com resultados ao fim de 4 a 6 semanas.

Por outro lado, existem muitas pessoas que têm apenas uma leve intolerância ao glúten. Nestes indivíduos, mesmo em menor grau, o glúten atua da seguinte forma: altera a integridade do intestino, criando fendas que permitem às toxinas voltar a entrar em circulação no organismo. Como consequência da não digestão correta do glúten, estas moléculas entram na circulação sanguínea e são reconhecidas pelo organismo como invasoras, ativando assim o sistema imunitário e aumentando a inflamação – o que pode resultar em acne. O sistema imunitário também ativa a libertação de insulina que por sua vez aumenta os níveis hormonais, outra causa do aumento da acne.

Reação semelhante obtém-se muitas vezes pelo consumo de lácteos (leite, manteiga, queijo e iogurte) por indivíduos que não digiram bem a lactose ou a proteína da vaca. Por isso, especialmente no caso do acne tardio (fora do período da adolescência), estar 4 a 6 semanas sem consumir glúten ou lácteos pode ser suficiente para o despiste e perceber se estes ingredientes são mesmo a causa ou se existem outras.

O que posso utilizar no caso de ter nódoas negras?

O ideal neste caso é o stick de arnica da Planet-Kid, é mesmo indicado para arranhões, contusões, nódoas negras, picadas, etc., e deve ser aplicado até que a nódoa desapareça por completo. É indicado para todo o tipo de pele magoada. Não aplicar sobre feridas abertas.

Tive cancro de pele e gostava de saber que opções têm para a minha higiene?

Todas as nossas opções são indicadas, porque a nossa cosmética é isenta de produtos químicos de síntese e adequada a pele sensível ou problemas de pele, imunidade comprometida, entre outros. Porém, peça sempre aconselhamento especial para o seu caso.

Tenho um cabelo seco e com muitos caracóis, o que devo fazer para nutrir o cabelo?

O tratamento nutritivo da John Masters Organics: é uma combinação de plantas e óleos essenciais 100% biológicos que protegem, hidratam em profundidade e fortalecem o cabelo, é um excelente tratamento para o cabelo seco e ótimo também para as pontas espigadas.

Aplicar 1 a 3 gotas (mais se necessário) na palma da mão, friccionar uma palma da mão sobre a outra e depois passar as mãos sobre o cabelo. Pode ser aplicado sobre o cabelo molhado ou seco.

O reconstrutor de cabelo Honey & Hibiscus da John Masters Organics: é uma máscara intensiva enriquecida com ácido linoleico e hialurónico que ajuda a reconstruir o cabelo (uma vez que os nossos cabelos também têm estes mesmos ácidos na sua composição). Revitaliza e restaura cabelo o seco e danificado, pintado ou com permanente. A manteiga de cupuaçu ajuda a reparar o couro cabeludo seco, com eczema e psoríase e a alfazema retarda a queda de cabelo, alivia sintomas de eczema e dermatite do couro cabeludo.

Pode ser utilizado diariamente ou semanalmente.

O óleo 100% de Argan: benéfico para a pele e o cabelo, este óleo ajuda a reter a hidratação, melhora a elasticidade e suaviza o cabelo e a pele, proporcionando um brilho instantâneo. É excelente para domar cabelos crespos e regenerar as pontas espigadas. Ajuda a reduzir o aparecimento de pontas espigadas. Protege também contra o calor do secador ou de placas de alisamento. Adicionar após enxugar o cabelo e antes de secar.

Se tiver a pela atópica o que devo usar?

A dermatite atópica caracteriza-se pela secura e hipersensibilidade cutânea e é mais comum em bebés e crianças. Para tratamento da dermatite, as marcas Mádara, Coslys, Acorelle ou Topfer oferecem uma boa resposta. Recomendamos banhos de óleo ou de trigo em pó de forma a minimizar os danos causados pela água numa pele atópica. Após o contato com a água, a pele deve ser de imediato hidratada com óleo ou creme. Nos casos mais severos será mesmo necessário a colocação de óleo sob a pele ainda húmida e pouco tempo depois colocar creme por cima (para permitir uma hidratação mais prolongada e uma nutrição e regeneração em profundidade).

A linha Ecobaby Mádara é aconselhada desde o nascimento até à idade escolar e a sua formulação enriquecida com aveia e óleo de ameixa tem apresentado uma excelente compatibilidade com as peles atópicas.

A Topfer é uma marca alemã destacada pela Dermatest como “very good” e recomendada por pediatras alemães. Utiliza ingredientes nutritivos e suavizantes como o trigo e o azeite.

A Acorelle é uma marca que tem por base água termal e tem diversas opções de lavagem até sem necessidade de remover com água.

A Coslys vem de França, de Provence, para suavizar as peles atópicas com produtos à base de óleo de caroço de alperce.

Por fim, um excelente produto SOS para aplicar diretamente nas dermatites é o óleo de Argan puro, da marca Kaé ou John Master Organics, que devido à excelente afinidade que apresenta com a pele, ajuda a cicatrizar e a regenerar a pele danificada.

Qual o melhor produto para apaziguar a pele do bebé, em caso de borbulhas ou vermelhidão?

A pele do bebé é, por natureza, sensível e tem tendência a ser mais reativa. Assim, é extremamente importante a sua correta proteção: manter sempre a pele hidratada, para que esta hidratação cubra e proteja a camada protetora da pele do bebé, que ainda está em formação, e utilizar roupa de tecidos naturais como o algodão biológico ou a lã com seda. Estas fibras naturais são muito respiráveis e antialérgicas ajudando a apaziguar a pele.

Para apaziguar a pele vermelha ou irritada aconselhamos o óleo de Argan, da Kaé ou da John Masters Organics. Utilizado antes e imediatamente após o banho, este produto também ajuda a proteger a pele da água.

Para o banho, deve ser utilizado um produto muito suave, como o pó para o banho ou o óleo de banho, da Topfer – porque são produtos sem espuma e altamente hidratantes da pele.

Durante o dia aconselhamos a aplicação de um bálsamo para pele seca, que cria uma barreira protetora e mantém a pele protegida.

Se as borbulhas ou a vermelhidão forem na zona da fralda aconselhamos um creme que contenha óxido de zinco.

O meu bebé tem algumas crostas na cabeça, o que devo fazer?

A crosta láctea é normal em bebés e pode durar até aos 6-7 meses de idade. Não é necessário fazer nada e se deseja estimular o desaparecimento a melhor opção é ir hidratando com óleo de Argan toda a zona do escalpe.

Se tiver psoríase o que devo usar?

A psoríase é uma doença que causa muita secura na pele podendo provocar descamação e fazer ferida ou crosta. Tipicamente de origem emocional, surge por surtos relacionados com episódios mais stressantes do dia-a-dia.

Em cada marca ORGANII encontrará resposta adequada à sua idade e parte do corpo:

A marca Kaé é indicada para a psoríase, eczema e secura. Para rosto poderá encontrar produtos de lavagem facial, séruns e cremes. Para corpo encontrará, nesta marca, óleos, uma excelente opção para usar logo após o banho. Os mesmos devem ser complementados para uma hidratação de longa duração.

A linha de rosa, para o rosto, assim como a linha Med, para o corpo, da marca Dr. Hauschka, também são boas soluções para apaziguar e regenerar a pele.

Na marca Voya encontra uma excelente opção para o rosto. Sugerimos a limpeza com o bálsamo e seguidamente os cuidados de rosto adequados à sua idade e estado de pele. Para o corpo, recomendamos o gel duche da Voya, seguido de uma hidratação com o creme hidratante de corpo “Softly Does It” ou o óleo “Angelicus Serratus”.

A manteiga de karité pura, da Eubiona, é uma opção bastante eficaz, promovendo uma super hidratação que dura praticamente 24h. Basta aquecer o produto um pouco nas mãos e aplicar na zona sensível. De preferência por cima de óleo de Argan.

O que devo fazer em caso de frieiras?

Lavar as frieiras com chá de casca de carvalho, morno, duas vezes ao dia. Depois colocar o Stick de arnica da planet-kid, de manhã e à noite, e de preferência sempre que mexe em água. Adicionalmente utilizar um suplemento à base de castanheiro-da-índia e videira, para promover a circulação nas extremidades.

O que devo fazer às minhas marcas e cicatrizes?

O melhor tratamento para cicatrizes, marcas, estrias é nutrir e massajar regularmente a zona com óleo de rosa mosqueta, óleo de Argan ou misturas de óleos que contenham pelo menos um deles. Quanto mais vermelha estiver a marca ou cicatriz mais depressa verá resultados.

O que devo fazer em caso de herpes?

Herpes é um vírus, latente no organismo, que se torna visível quando o sistema imunitário está em baixo, geralmente em situações de stress emocional, cansaço, alterações de temperatura, mudanças de estação e ingestão de algumas comidas (picante, álcool, laranjas e frutas ácidas no geral, etc.). Quanto mais seca estiver a pele maior será a probabilidade de o herpes despoletar. Assim, pode proceder-se a uma correta hidratação, da zona afetada, para que, no caso de uma erupção, ela seja menos violenta. No caso de haver a erupção recomendamos a utilização do stick de arnica (Planet-kid), cicatrizante e regenerador, que ajuda na circulação proporcionando uma cicatrização mais rápida e evitando marcas da erupção.

Se tiver pele sensível ou reativa o que devo fazer?

A sensibilidade da pele sobrepõe-se a todo e qualquer outro problema porque a pele vai rejeitar tudo o que nela se colocar. Primeiro passo diminuir a sensibilidade e permitir que a pele regenere. Neste sentido, a prioridade é recuperar a camada protetora da pele e para isso temos que:

1- Limpar sempre sem água podendo usar um leite de limpeza rico, óleo ou bálsamo de limpeza.

2 – Tónico suave indicado para pele madura, seca ou sensível. Com água de rosas, camomila, calêndula ou outras plantas calmantes.

3 – Hidratação, fundamental de manhã e à noite com linhas regenerantes: creme de rosas da Dr. Hauschka, creme SOS da Mádara, linha de pele sensível da Voya, creme Rose & Apricot da John Masters Organics ou creme Absolution com solução + energia.

4 – A Proteção solar vem depois, nestes casos é sempre aconselhado colocar sobre o creme de proteção para evitar reações da pele, de preferência meia hora depois da colocação do hidratante de rosto.

Qual a diferença entre um champô convencional e um champô bio?

A maioria dos champôs convencionais contêm substâncias químicas e sintéticas que o nosso organismo não reconhece. Essas substâncias são baratas mas extremamente tóxicas para o nosso organismo, como o sódio laureth sulfato (SLS), bem como os seus derivados. Estes produtos químicos industriais atuam como agentes de limpeza e produzem espuma mas também são extremamente tóxicos provocando reações no couro cabeludo a longo prazo: descamação, enfraquecimento, crostas, caspa.

Pelo contrário, os champôs e amaciadores biológicos não contêm produtos químicos agressivos nem secantes, trabalhando para nutrir o couro cabeludo, reabastecendo os folículos com nutrição adequada. Além disso, restauram o equilíbrio do pH natural do couro cabeludo e dos cabelos.

Aquando de um alisamento, que champô devo usar?

Para realizar um alisamento, é necessário quebrar certas ligações químicas entre os cabelos. O cabelo encaracolado ou ondulado é um cabelo que entre os fios de cabelo tem ligações, chamadas de pontes de hidrogénio, que fazem surgir os caracóis: cabelo que invisivelmente segura outro cabelo dando a forma de caracóis que para ficar liso tem de ficar sem estas referidas ligações – o cabelo fica escorrido. O sal altera o pH do cabelo, ajuda a formarem-se mais pontes de hidrogénio revertendo assim todo o processo de alisamento.

Mesmo sendo  sal  de proveniência biológica prejudica no alisamento, reverte o processo da mesma forma.

Por isso, os cabelos com alisamentos não podem ser lavados com champôs com sal nem Sodium Lauryl Sulfate (SLS) ou derivados, uma substância química que atua como agente de limpeza e que produz espuma. Os SLS, os seus derivados e o sal fazem regredir os efeitos do alisamento. Além disso, os componentes do alisamento são extremamente agressivos para o cabelo e couro cabeludo e, quando combinado com o cloreto de sódio (sal), tornam-se ainda mais agressivos provocando uma secura extrema no cabelo.

Ainda que nenhum dos nossos champôs contenham SLS ou derivados, alguns poderão conter sal, pelo que o produto mais indicado, para limpeza de um cabelo com alisamento, será a combinação do champô e da máscara reconstrutora John Master Organics.

Este champô utiliza sodium cocoamphodiacetate, um lavante com base de coco, extremamente suave para a pele e cabelo. Associado a ingredientes reconstrutores e nutritivos como aloé, a aveia, algas, jojoba, mel e hibiscos, é o produto ideal para reparar os danos sofridos pela ação química do alisamento promovendo a reconstrução da fibra capilar.

Outra opção será a combinação do champô, “Silky by Nature”, e o amaciador, “Forget me not”, da Voya. As propriedades purificantes naturais das algas selvagens biológicas hidratam o seu cabelo deixando-o saudável, brilhante e pleno de vitalidade e protegendo-o dos danos da agressão externa.

Por fim, sugerimos também, a combinação de champô e sérum reparador da Kaé, ricos em óleo de Argan, nutrem intensamente e repara os cabelos secos ou danificados.

Tenho descamação do couro cabeludo, o que me recomendam?

A descamação pode ser tipicamente provocada por um champô muito agressivo, fruto da frequência do contato com os lauryl sulfato de sódio (SLS) e derivados, ou pode ser provocada por stresse. Lavar o cabelo com um couro cabeludo a descamar é essencial para ver resultados. É aconselhado lavar com mais frequência numa primeira fase, mas com muita proteção. Há medida que o escalpe vai ficando em bom estado pode ir espaçando as lavagens. Poderá conseguir essa proteção colocando óleo de Argan antes da lavagem ou até na noite anterior, seguindo-se da lavagem com um champô suave (champô Kaé multivitamínico, champô Zinc & Sage ou o champô estimulante para o escalpe da John Masters Organics, ou linha de Aloé vera da Eubiona). Depois da lavagem colocar o Herbal Cider da John Masters Organics diretamente do frasco para as mãos, e massajar no couro cabeludo. No fim, passar por água tépida ou fria. Promove a regeneração do escalpe e purifica. Fora do banho e com o cabelo húmido aplicar o sérum de escalpe purificante e estimulante, logo após o banho e diariamente de manhã e à noite. Absorve facilmente e não deixa o cabelo oleoso.

Tenho rídulas na zona do decote que não consigo tirar apesar das inúmeras tentativas. O que me aconselha?

A pele do pescoço e do decote é muito mais delicada que a do rosto. Também é mais propensa ao aparecimento de rugas. Ainda assim, as regras são as mesmas que se aplicam ao rosto, sendo necessário nutrir a pele com os ingredientes que lhe permitam defender-se quando necessário (da poluição, do sol, da perda de hidratação, etc.). Há, no entanto, alguns truques valiosos para proteger estas áreas. Evite, por exemplo, usar água muito quente no banho e seque o pescoço sem o esfregar, tente uma vez por semana fazer uma esfoliação suave na região (pode usar o esfoliante facial, mas não aplique muita pressão, pode inclusivamente misturá-lo com um pouco do leite de limpeza) e posteriormente aplique uma máscara anti envelhecimento de rosto, mantenha uma postura direita, ombros para trás e a cabeça erguida e use sempre uma hidratação específica para esta zona ou o seu hidratante de rosto. Alguns dos produtos para utilização na zona do decote e pescoço:

  • Proteção solar mineral natural SPF 30 da John Masters Organics, além da proteção aos raios UVA e UVB, evita que a sua pele fique pigmentada, que ganhe mais rugas e que fique mais seca.
  • Óleo nutritivo de romã da John Masters Organics, é um óleo altamente hidratante e uma fonte poderosa de ácido puníceo e linoleico, melhoram a elasticidade da pele, reduzem as rugas e ajudam a prevenir o envelhecimento prematuro.
  • Óleo de Argan puro da Kaé, a riqueza excecional deste óleo em ácidos gordos essenciais e vitamina E oferece a melhor proteção da pele contra as agressões, tem um forte poder regenerante, sendo muito eficaz na prevenção e redução dos sinais de envelhecimento, nomeadamente rugas e manchas de pigmentação.
  • Creme regenerador para pescoço e decote da linha Dr. Hauschka, formulado à base de óleo de girassol, macadâmia, óleo de Argan e outros extratos herbais, ajudam a pele a conservar a hidratação a longo prazo, reduzindo assim as linhas e rugas causadas pela desidratação. Confere à pele uma sensação de firmeza, alisando a textura da pele.

Existe ainda a possibilidade de usar um dos referidos óleos e seguidamente o creme, para um efeito mais forte e duradouro.

Qual a diferença entre um desodorizante bio e um químico?

Os desodorizantes convencionais dificultam o processo natural da transpiração, por um lado escondendo o odor do corpo com perfumes e por outro, e mais importante, inibindo a transpiração. As substâncias químicas usadas neste tipo de desodorizante reduzem a transpiração, mas não eliminam as bactérias que provocam o odor e vão obstruir os poros da pele. As toxinas que deveriam estar a ser libertadas com a transpiração ficam acumuladas no interior do corpo. É tipicamente utilizado um composto de alumínio, o cloridrato de alumínio (AlCl3), preparado pela adição de ácido clorídrico e alumínio metálico. Facilmente absorvido e uma vez no corpo, a porção da molécula de alumínio ioniza, formando radicais livres. Estes passam livremente através das membranas celulares, sendo absorvidos seletivamente pela medula, fígado, rins, cérebro, cartilagens e ossos.

Esta concentração de alumínio absorvida tem sido fonte de preocupação na comunidade médica e levou à instauração de diversas investigações, especialmente na área da doença de Alzheimer e cancro de mama.

Os desodorizantes biológicos não usam compostos de alumínio livre, mas usam misturas de plantas antibacterianas, antissépticas, álcool fermentado naturalmente, óleos essenciais ou alúmen para evitarem a propagação das bactérias responsáveis pelo mau odor da transpiração. Nenhum dos nossos desodorizantes inibem a transpiração.

A pedra de alúmen é o mesmo que alumínio?

O Alúmen e alumínio são duas substâncias diferentes, possuem propriedades químicas diferentes que criam diferentes atributos. Alúmen é um produto puro, incolor, sob a forma de cristais, sem adição de qualquer tipo de ingrediente sintético. Sendo a sua fórmula química mais usual KAl(SO4)2 – Alúmen de potássio ou simplesmente alúmen. É o principal constituinte da pedra-ume, historicamente chamada pedra alúmen. Ocorre naturalmente, geralmente como incrustações em rochas. É um adstringente e antisséptico. Os antigos gregos e romanos já o usavam como adstringente e fixador para tinturaria. É também usada, depois de humedecida, como coagulante, em pequenos ferimentos. Além disso, é utilizado na formulação de desodorizantes pois as suas propriedades antissépticas eliminam as bactérias causadoras do mau odor permitindo no entanto uma transpiração inodora. É muito utilizado na purificação de água, em têxteis à prova de fogo e na produção de pão. O alúmen de potássio não é considerado perigoso porque a sua estrutura molecular específica e a sua carga iónica negativa, torna as suas moléculas incapazes de passar através da membrana celular logo não são absorvidas. Ao contrário dos outros componentes de alumínio, vulgarmente utilizados pela indústria de desodorizantes.

Enquanto o alumínio, e os seus compostos, como o cloridrato de alumínio (AlCl3), preparado pela adição de ácido clorídrico e alumínio metálico, são facilmente absorvidos pelo organismo e uma vez no corpo, a porção da molécula de alumínio ioniza, formando radicais livres. Estes passam livremente através das membranas celulares, sendo absorvidos seletivamente pela medula, fígado, rins, cérebro, cartilagens e ossos.

Esta concentração de alumínio absorvida tem sido fonte de preocupação na comunidade médica e levou à instauração de diversas investigações, especialmente na área da doença de Alzheimer e cancro de mama.