Entrevista: Paula Cordeiro, Urbanista, sobre ser mulher

Paula Cordeiro desenvolve o site Urbanista onde através de diferentes podcasts aborda diferentes tendências urbanas. Na entrevista à Organii mostra a face menos visível e sexy do ser mulher e o que está por fazer.

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Combina o ensino universitário, de rádio e meios digitais, com o Urbanista, um magazine de estilo digital que assume opiniões sobre temas da vida. Com dois livros publicados sobre rádio e plataformas digitais, foi consultora de rádio e música. Em cinco perguntas, Paula Cordeiro, dá cinco respostas que descrevem o estado atual da sociedade no que diz respeito ao género feminino e aponta o dedo ao muito que ainda está por resolver. A ler.

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Para si o que significa ser mulher hoje?

É muito interessante esta pergunta, no momento em que, também eu, decidi recolher depoimentos para criar um podcast sobre este tema.

Na verdade, creio que o significado em, si, mantém-se inalterado. Mudaram os significados dos papéis sociais atribuídos à mulher, fruto da sua luta constante por maior e melhor emancipação, bem como a liberdade que foi conquistando ao longo do tempo. Estamos, naturalmente, situadas no nosso contexto social, cultural, económico e político. Porque, em boa verdade, há muito a fazer em todo o mundo para se atingir a igualdade de género no que respeita aos direitos e liberdades individuais, bem como igualdade de oportunidades. Numa palavra, creio que ser mulher, hoje, significa poder (no sentido da liberdade de poder fazer mais do que alguma vez nos foi possível).

Uma vantagem e uma desvantagem

Creio que avaliarmos a nossa vida em função das vantagens e desvantagens que nos caracterizam tende a aprofundar as questões de género que estão sempre em discussão. Os problemas são mais profundos e não se relacionam com essa ideia de vantagem/desvantagem. Relacionam-se com a forma como o género é percepcionado, como nos é imposto. Sobretudo, com o preconceito social associado às características femininas e masculinas. Isso afecta uma mulher que se apresente de forma masculinizada ou que assuma um papel social normalmente associado ao homem, da mesma forma que um homem sofre sempre que se lhe associa alguma efeminação.

Se só pudesse mudar uma coisa o que seria

Nunca seria apenas uma coisa. Tudo o que faço relaciona-se de forma tão direta que é quase impossível perceber onde começa e termina cada uma dessas “coisas”.

Se pudesse criar uma lei que ajudasse as mulheres qual seria

Criar uma lei talvez fosse demais em relação a algo que me afeta diretamente e que está socialmente pouco considerado. Ou seja, a forma como a economia doméstica está “naturalmente” atribuída às mulheres. A falta de reconhecimento do tempo que a planificação do dia-a-dia em família (refeições, lavandaria, limpeza) ocupa na vida de uma mulher, na ansiedade e a pressão que provoca, da qual se espera sempre perfeição.

Quem é a sua mulher mais inspiradora?

Seria injusto nomear apenas uma. A minha mãe que sempre me inspirou. Grandes amigas que me acompanham desde sempre e figuras públicas. Cada uma me inspira à sua maneira. 

Qual o produto Organii que qualquer mulher deveria ter?

Aquele que fui mais reticente a comprar e ao qual me rendi: Time Miracle, Cellular Nutrients Toning Mist da Mádara.

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