Dia Mundial da Mulher: o tempo é agora

Já não há como disfarçar ou assobiar para o lado. Em 2018, o 8 de março, o Dia Mundial da Mulher, ocorre a meio de um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça.

“O tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Este é o tema deste ano do Dia Mundial da Mulher, que se comemora a 8 de março. Phumzile Mlambo-Ngcuka, secretária geral e diretora executiva, UN Women for International Women’s Day, declarou em comunicado quecelebramos um movimento global sem precedentes pelos direitos das mulheres, igualdade, segurança e justice, reconhecendo o trabalho incansável de ativistas que têm sido peças chaves por este empurrão global pela igualdade de géneros”. 

A UN Women,

a entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Género e o Empoderamento das Mulheres, também conhecida como ONU Mulheres é uma entidade das Nações Unidas destinada a promover o empoderamento de mulher e a igualdade de género. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança, disse a agência da ONU.

Movimentos por todo o lado

O silêncio deixou de ser uma ferramenta. Numa época em que muitos de nós têm a capacidade de falar, de reclamar, de se fazer ouvir, as pessoas estão cada vez mais a aderir e a mobilizar-se por um futuro mais igualitário. Protestos, campanhas ou atos tão simples como usar uma T-shirt que faz o apelo a este movimento são visíveis. Segundo a ONU, “quando faltam as vozes, existe uma importante lacuna na sociedade. Quando essas vozes silenciadas se contam aos milhões, sabemos que há algo errado no nosso mundo”.

Um dos movimentos que mais impacto teve, foi movimento #MeToo, que começou nos Estados Unidos e que teve uma repercussão gigante na industria cinematográfica, mas não ficou isolado. Sentiram-se reflexos noutros países como o México, Espanha e América Latina, na Itália, França, Estados Árabes e ainda Argentina.

As mulheres como força de trabalho agrícola

Segundo a agência, o Dia Internacional da Mulher de 2018 é uma oportunidade única para transformar esse impulso em medidas concretas de empoderamento de mulheres de todos os ambientes — rural e urbano — e de reconhecer as ativistas que trabalham sem descanso para reivindicar direitos e desenvolvimento pleno. Em sintonia com o tema prioritário do próximo 62.º período de sessões da Comissão sobre a Situação das Mulheres, que ocorre de 12 a 23 de março em Nova Iorque, o Dia Internacional da Mulher também se debruça sobre os direitos e o ativismo das mulheres rurais, que constituem mais de 25% da população mundial, e cerca de 43% da força de trabalho agrícola mundial.

“Estas mulheres cultivam as terras e plantam sementes para alimentar as populações, garantem a segurança alimentar das suas comunidades e geram resiliência diante do clima. Contudo, em praticamente todos os indicadores de desenvolvimento, as mulheres rurais estão atrasadas em relação aos homens rurais e as mulheres urbanas devido às desigualdades de gênero e à discriminação arraigadas”, pode-se ler num comunicado das Nações Unidas do Brasil. Para materializar a promessa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de não deixar ninguém para trás, é preciso atuar com urgência nas áreas rurais para garantir um nível de vida adequado, uma vida sem violência ou práticas nocivas para as mulheres rurais, assim como o seu acesso à terra e aos bens produtivos, à segurança alimentar e à nutrição, ao trabalho decente, à educação e à saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva e seus direitos conexos, segundo a ONU Mulheres.

Em Portugal

Em Portugal a Plataforma Portuguesa Para os Direitos das Mulheres, uma associação de carácter social, cultural e humanista, sem fins lucrativos e independente, tem como objetivo construir sinergias para a reflexão e a ação colectiva, tendo em vista a promoção da igualdade de oportunidades entre as mulheres e os homens e a defesa dos direitos das mulheres. Com diversas filiações nacionais e internacionais, entre elas a ONU, a associação convida à participação aqui e permite-lhe ainda descarregar um Tool Kit de Ativismo Feminista. 

O tempo é agora. Agora para agir. Agora para se fazer ouvir. Agora para decidir o que vai fazer por um futuro melhor para todas as mulheres.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Ao continuar a navegar neste site aceita o uso de cookies. mais informação

O nosso website utiliza cookies. Um cookie é um pequeno ficheiro de letras e números que colocamos no seu computador, caso o permita. Estes cookies permitem-nos distingui-lo dos outros utilizadores do nosso website, o que nos ajuda a fornecer-lhe uma boa experiência quando navega no nosso website e também nos permite melhorar o nosso website. Poderá consultar todos os detalhes sobre o tipo de cookies que utilizamos e a finalidade para a qual os utilizamos na nossa política de utilização de cookies. Ao continuar a utilizar este website, está a concordar com a utilização de cookies.

Fechar