Como dizer não ao mau hálito

Saiba como evitar o mau hálito ou a halitose. Procure ajuda e atue rapidamente para que não se torne um problema.

Acha que tem mau hálito? Não deixe que o mau hálito lhe arruíne um beijo (ou mais!). Ou pior. Que se torne uma condição inibidora. Embora esta seja a expressão mais usada, o termo médico que define um hálito desagradável é a halitose. O termo surge pela primeira vez em 1921, num rótulo de elixir americano e é o resultado da combinação da forma latina “halitus” (ar expirado), com a terminação grega “osis” (sufixo usado para descrever uma alteração patológica. De acordo com o Instituto do Hálito, “a halitose pode ser provocada por mais de 80 causas”. Segundo um relatório do mesmo Instituto, cerca de 60% das causas que provocam halitose têm origem na boca. As causas extra-orais (aparelho respiratório, tubo digestivo e sistémicas) são responsáveis por cerca de 17% dos casos. Estas causas são de diagnóstico mais complexo e requerem geralmente uma tecnologia mais avançada, sendo mais susceptíveis de detectar numa consulta especializada de halitose munida de tecnologia moderna como os narizes electrónicos.

Caso conheça alguém com mau hálito a atitude mais correta não é ignorar. Pelo contrário. O mais indicado será avisar a pessoa em causa, sempre de uma forma diplomática, claro! Mas pense, não gostaria que a avisassem?

O que provoca a halitose e como prevenir

Existem diversos fatores que podem provocar o mau hálito: o estado de saúde geral, a condição física, diversas patologias, a ingestão alimentar e medicamentosa, fatores ambientais e os estilos de vida. A presença de mau hálito é um indicador de uma atividade bacteriana anormal ou de um mecanismo fisiológico alterado. O indicado será procurar aconselhamento médico para determinar a causa e depois o tratamento ideal a seguir. No entanto, pode de forma natural tentar prevenir o mesmo. Deixamos-lhe alguns conselhos e pode consultar aqui as 13 perguntas mais frequentes sobre o mau hálito.

Higiene

Escovar os dentes com regularidade, usar o fio dental e, ao contrário do que muitos dizem, bochechar com óleo de coco como se faz na medicina ayurvédica pode ajudar bastante a combater o mau hálito. O óleo de coco é antibacteriano e ajuda a limpar em profundidade a cavidade bucal. Deve bochechar diariamente e pelo menos uma vez na semana. Faça no mínimo 5 min de bochecho (a recomendação é em redor dos 20 minutos). Não se esqueça de optar por escovas de dentes biodegradáveis ou de bambu e de optar por pastas de dentes orgânicas.

Alimentação

Existem alguns alimentos que possuem certas sustâncias (especialmente polifenóis e certas enzimas como as polifenoloxidases e as peroxidases) com alguma capacidade para neutralizar compostos de enxofre (responsáveis pelo mau odor). Os alimentos que possuem estas sustâncias são alguns tipos de cogumelos, o chá verde, algumas frutas (a maçã, a ameixa, o kiwi, o mirtilo), algumas ervas como a salsa e o manjericão, e alguns vegetais como a alface, os espargos, o inhame e a beringela. “Acredito que se deve evitar estimulantes como o álcool, tabaco e café. Muita carne e produtos industrializados e que acidificam o corpo também é de evitar. Ideal mesmo é comer muitos vegetais verdes,  batidos verdes, mirtilos, morangos e frutos vermelhos, beringela e um shot de erva-trigo com 10 gotas de sumo de limão em jejum”, afirma Cátia Curica, uma das fundadoras Organii, formada em Farmácia e Medicina Tradicional Chinesa.

Patologias

As doenças mais frequentes são as amigdalites, problemas de estômago e de pulmão. Se existir algum problema de estômago poderá tomar enzimas digestivas e xarope de clorofila. Em relação ao pulmão, o ideal será fazer inalações duas vezes por semana com óleo essencial de eucalipto e pinho. E beber chá de tomilho frequentemente. No caso das amigdalites frequentes evite os lácteos (leite, iogurte, manteiga e queijo), os alimentos processados, o álcool, fritos e carne de porco (e derivados chouriço, fiambre, presunto, etc.). Beba chá verde ou chá de 3 anos. Se os sintomas persistirem sem dúvida que precisará de uma consulta com um especialista.

 

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