7 conselhos para como começar a escola de forma mais calma e segura

Filipa Castanhinha, psicóloga educacional e autora do blog Castanhinha, partilha alguns conselhos a pensar em pais e filhos, para que a entrada no novo ano letivo seja feita com mais calma e de forma mais segura.

O inicio de um novo ano letivo é sempre um altura de stresse e alguma ansiedade. Pais e filhos começam uma nova fase. Filipa Castanhinha, psicóloga educacional e autora do blog Castanhinha, partilha alguns conselhos, para que o regresso seja mais fácil. “Como o início das aulas pode ser um período muito desafiante para todos, é importante conhecer o que acontece durante este período a nível emocional e dotar pais e consequentemente os filhos de ferramentas que os permitam passar esta fase com mais tranquilidade e confiança.

Segundo a psicóloga e blogger, “se pensarmos que bebés e crianças não gostam de surpresas, ou seja, mudanças repentinas nas suas rotinas, entendemos a importância das mesmas. Quanto mais semelhantes forem os seus dias, mais disponíveis estarão para se aventurarem na procura de novos acontecimentos e brincadeiras. O facto de conseguirem prever o que vai acontecer a seguir também faz com que se sintam confiantes e isso influenciará todo o seu comportamento. É por isto que todas as novidades que o inicio deste ciclo escolar acarreta, torna tão intenso (novos espaços, pessoas, regras, rotinas, brincadeiras…).

  1. Converse com o seu filho sobre a nova escola, sobre a professora e sobre os novos amigos que eles irão fazer, transmita segurança e entusiasmo e assim que as aulas começarem faça perguntas curiosas sobre o seu dia. É importante que a criança sinta que os pais estão envolvidos e interessados, mesmo que não consigam verbalizar. É fundamental que essa dedicação e participação seja ativa (é através da linguagem que se estrutura o pensamento).
  1. Tenha paciência e tenha consciência do estado de maturidade do seu filho. Dependendo da idade da criança a adaptação pode ser mais lenta. Na realidade ela reflete o nível de dependência ou independência da criança. Por exemplo, a adaptação da criança quando é muito bebé normalmente é mais fácil do que por volta dos 18meses/2 anos. O bebé mais pequeno ainda não tem grande capacidade de construção de memórias e as suas necessidades ainda são muito primárias, enquanto que uma criança que entra para a escola por volta dos 2 anos pode sentir-se abandonada e a angústia de separação pode causar grande impacto no seu estado emocional. É também importante não nos esquecermos que até aos 2 anos a capacidade de comunicação do bebé é reduzida e por isso a maior parte das vezes a única forma que eles têm de conseguir expressar as suas emoções. É através do choro que se expressam, o que quer dizer que o choro tanto pode ser tristeza, como irritação, frustração, fome ou sono (ou tantas outras coisas).
  1. Despeça-se sem demoras nem hesitações, com afecto e firmeza, as relações de confiança estabelecem-se com a verdade e por isso não se vá embora naquele momento em que ele não está a ver.
  1. Escolha uma escola com a qual  se identifique. Onde sinta que é um lugar seguro para deixar o seu filho, pois esta confiança fará toda a diferença na fase de adaptação. Uma escola onde as pessoas mantenham uma relação de proximidade e onde o ambiente é semelhante ao de casa (tanto a nível físico como emocional), permite que a criança sinta uma continuidade do ambiente conhecido. Esta familiaridade facilitará a transição. Desta forma, a criança pode manter suas referências iniciais o que permitirá a aquisição de novas aprendizagens e descobertas.
  1. Leve brinquedos, roupa, comida ou qualquer coisa que saiba que o seu filho gosta muito dentro da sua mochila. O que acontece com estes objetos (brinquedo, cobertor, fralda de pano, peluche ou outro qualquer) é que eles cumprem uma função de transição emocional, ou seja,  proporcionam às crianças o suporte emocional que elas necessitam em situações de maior ansiedade.
  1. Fique atenta à manifestação de alguns sintomas. É normal que a adaptação seja um período de insegurança para todos, mas se o choro, os sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, barriga, vómitos) persistirem durante muito tempo e forem excessivas e desproporcionais, tente perceber com as educadoras o que se passa e aconselhe-se com elas e/ou outro profissional.
  1. Esta fase é de muita mudança e a adaptação é para filhos e para pais, por isso tente encontrar o equilíbrio emocional necessário para dar o suporte que os seus filhos precisam. Fale com amigos que já tenham passado pela mesma situação, converse com os professores e encontre a melhor forma de fazer deste período uma altura positiva e consciente, depois de ir buscar o seu filho procure fazer passar tempo com ele de qualidade e mantenha as outras rotinas.

 

 

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